Vinte e cinco anos após o lançamento da sua versão original, o Audi A2 e-tron ressurge como um compacto focado em eficiência energética e design aerodinâmico.
A montadora alemã precisou de apenas 21 meses de desenvolvimento para concluir o projeto e colocar o modelo no mercado.
O hatch se destaca como o veículo elétrico de maior eficiência energética já produzido na história da fabricante.
Engenharia focada em aerodinâmica
A conquista de até 645 km de autonomia no ciclo europeu WLTP não dependeu apenas de baterias volumosas.
O resultado é reflexo do trabalho detalhado para reduzir o arrasto aerodinâmico e mecânico do automóvel.
O modelo possui coeficiente aerodinâmico de 0,24, alcançado com assoalho plano, tomadas de ar ativas e defletores nas rodas.
As maçanetas elétricas embutidas abrem com um toque leve e contam com reservatório auxiliar de energia para emergências.
Desempenho e especificações da plataforma MEB
Desenvolvido sobre a plataforma MEB tradicional, o veículo possui tração traseira em todas as suas configurações disponíveis.
A versão de entrada vem equipada com bateria de 52 kWh e motor de 170 cv. Ela acelera de zero a 100 km/h em 8,8 segundos e roda até 422 km.
A opção intermediária traz bateria de 61 kWh e motor de 190 cv, fazendo de zero a 100 km/h em 7,9 segundos, com alcance de 515 km.
Versões com foco em máxima autonomia
A configuração voltada para longo alcance conta com pacote de 84 kWh e motor de 231 cv. Essa versão atinge 645 km de autonomia e vai de zero a 100 km/h em 7,0 segundos.
A opção topo de linha mantém a bateria de 84 kWh, mas eleva a potência para 326 cv, acelerando até 100 km/h em 5,7 segundos e atingindo velocidade máxima de 200 km/h.
Nas demais versões do veículo, a velocidade máxima permanece limitada em 160 km/h.
Espaço interno e tecnologia a bordo
O entre-eixos de 2,77 metros aproveita a mesma base do Q4 e-tron, oferecendo espaço confortável para as pernas no banco traseiro.
O porta-malas tem capacidade para 396 litros, superando concorrentes diretos como o Volkswagen ID.3 (385 litros) e o Volvo EX30 (318 litros).
Contudo, a capacidade fica abaixo do Q4 e-tron (520 litros) e do Renault Mégane E-Tech (440 litros). O carro compensa essa área com um compartimento extra sob o capô dianteiro.
Conectividade e soluções modulares
O painel reúne uma tela digital de 11,9 polegadas para os instrumentos e central multimídia curva de 12,8 polegadas.
A transferência da alavanca de câmbio para a coluna de direção liberou o console para um carregador sem fio duplo de 25 W.
A cabine inclui o sistema Fidlock, composto por encaixes magnéticos com trava mecânica para fixar organizadores e porta-copos.
Estrutura, recarga e posicionamento de mercado
Diferente do antecessor de 1999 que usava alumínio, a estrutura atual utiliza predominantemente aço com aplicações pontuais de alumínio para reduzir custos.
O sistema suporta recargas rápidas em corrente contínua de até 183 kW na bateria maior, carregando de 10% a 80% em 29 minutos.
Nos pacotes menores, a potência aceita é de até 100 kW, completando a mesma faixa de carga em 24 minutos. Todas as opções trazem suporte para recarga bidirecional.
O modelo tem preço inicial de £ 32.200 no Reino Unido (cerca de R$ 222.000 em conversão direta) e é voltado ao mercado europeu, sem previsão de lançamento no Brasil ou nos Estados Unidos.