
O sistema de refrigeração de um carro elétrico desperta muitas dúvidas, mas esses veículos usam, sim, bomba d’água e ventoinha para controlar a temperatura interna.
Mesmo sem a tradicional grade frontal no design, o circuito de arrefecimento está presente para proteger componentes vitais do automóvel.
Como funciona a refrigeração nesses veículos
Diferente dos modelos a combustão, a prioridade nos elétricos é manter o conjunto funcionando em uma faixa de temperatura estável e segura.
O engenheiro Erwin Franieck, responsável pelo Comitê de Fontes Renováveis de Energia da SAE Brasil, explica que, assim como nos carros a combustão, os modelos elétricos também precisam desses equipamentos para manter seu sistema em uma temperatura mais amena e potencializar seu funcionamento.
O circuito pode atuar de forma integrada ou separada entre o motor elétrico, o inversor e o banco de baterias.
Componentes do sistema
Apesar de desempenharem funções parecidas com as de um motor térmico, as peças do sistema possuem dimensões reduzidas.
O engenheiro afirma que as baterias utilizam uma bomba para o líquido de arrefecimento, além de ventoinha e até radiador, porém esses componentes são menores do que nos motores térmicos. Afinal, a necessidade de refrigeração é diferente nesse caso.
O papel do líquido de arrefecimento
A troca de calor nos modelos elétricos não é tão severa quanto nos motores a combustão, mas a manutenção do fluido exige atenção.
O líquido de arrefecimento (o mais comum é uma base etilenoglicol específica para esta aplicação) não tem a necessidade de grande troca de calor como nos motores térmicos a combustão. No entanto, enquanto em carros a combustão o líquido de arrefecimento chega a durar 240.000 km ou 10 anos (caso de alguns Stellantis), em um elétrico dura menos. A GWM, por exemplo, prevê a troca a cada 48.000 km.
A sensibilidade do banco de baterias
O motor e o inversor tendem a esquentar bastante, mas as baterias exigem o cuidado mais rigoroso quanto à oscilação de temperatura.
Embora o motor e inversor esquentem mais que o banco de baterias, este último é o mais sensível às temperaturas (baixas e altas) e podem ter assistência até de um circuito de ar-condicionado próprio. Isso porque temperaturas maiores que 60oC não podem ser atingindas, sob pena de afetar a performance, a vida útil e em casos extremos a segurança do conjunto.