O mercado automotivo brasileiro é notório por seus debates acalorados. Alguns modelos, apesar de cercados de controvérsias e relatos negativos de proprietários, continuam a ser um sucesso de vendas, tanto entre os veículos zero-quilômetro quanto nos usados. Muitas vezes, essa desconfiança se propaga de um dono para o próximo.
No entanto, os automóveis que detalharemos a seguir ignoram essa percepção negativa e mantêm um alto volume de vendas, com alguns deles liderando ou já tendo liderado seus respectivos segmentos. Com base nos relatórios da Fenabrave, apresentamos os detalhes de motorização, itens de série e o desempenho de vendas de cada um no último mês de setembro.
Renault Kwid
O Kwid foi concebido com o objetivo de ser um veículo de custo acessível, o que resultou em diversas soluções de engenharia voltadas para a máxima economia de recursos pela Renault. Prova disso são as rodas de três parafusos e o único limpador de para-brisa. Em seu lançamento, enfrentou críticas e problemas de qualidade, como relatos de falhas na coluna de direção. A marca agiu rapidamente para corrigir os defeitos, e o Kwid, hoje, disputa o posto de veículo mais em conta do país com modelos como Fiat Mobi e Citroën C3.
O modelo é oferecido em versões flex a combustão, que entregam 71 cv de potência com câmbio manual, ou 100% elétrica, com 65 cv e autonomia de 180 km. De série, desde a versão de entrada, ele inclui DRL’s em LED e monitoramento da pressão dos pneus. Seus preços variam entre R$ 78.690 e R$ 99.990. Em setembro, foram vendidas 5.349 unidades, acumulando aproximadamente 40.569 carros comercializados no ano.
BYD Dolphin Mini
O Dolphin Mini é, sem dúvida, um dos modelos mais polêmicos e com grande volume de vendas. É o veículo mais acessível da fabricante chinesa no Brasil e está previsto para ser produzido na futura fábrica da marca em Camaçari, Bahia. Um ponto de controvérsia é a calibração de sua suspensão, que foi otimizada para as ruas chinesas e não se adaptou totalmente às condições das vias brasileiras. Outra questão que gera receio em parte do público é o fato de ser um veículo chinês, levantando dúvidas sobre pós-venda e manutenção, embora as marcas asiáticas estejam investindo para melhorar essa percepção.
Equipado com um motor de 75 cv, o Dolphin Mini possui alcance de 280 km (medição Inmetro), seis airbags, central multimídia rotativa e freios a disco nas quatro rodas. Liderando a categoria de elétricos de entrada, ele registrou 3.392 unidades vendidas em setembro, totalizando 22.917 vendas neste ano. Seu preço é de R$ 119.990.
Jeep Renegade
Lançado em 2015, o Renegade é um veterano entre os SUVs compactos e continua sendo um modelo de grande interesse. Seu design quadrado e a reputação de robustez mecânica da Jeep são seus destaques. Contudo, em seu lançamento, foi criticado por utilizar o motor 1.8 flex, emprestado pela Fiat, que entregava modestos 135 cv e era considerado insuficiente para o porte do modelo. Outro fator de crítica por muito tempo foi a pouca aptidão das versões com tração 4×2 para o uso mais aventureiro, sendo mais indicadas para o asfalto. As versões mais vocacionadas para o off-road vinham com motor turbo diesel de 170 cv e tração 4×4.
Atualmente, o Renegade é oferecido com um propulsor flex de 176 cv, câmbio automático, tração integral e freio de estacionamento eletrônico, entre outros recursos, mas enfrenta a concorrência de rivais mais recentes. No nono mês de 2025, o SUV vendeu 4.547 unidades, acumulando 32.151 carros vendidos até o momento. Os preços variam entre R$ 118.290 e R$ 182.990.
Toyota Corolla Cross
O Corolla Cross é um exemplo notável de um carro polêmico que, apesar das críticas, é um sucesso de vendas. Compartilhando o nome do sedã, o SUV apresentou diferenças estéticas e funcionais controversas. Uma delas, a “marmita” do escapamento, foi corrigida e agora vem pintada de preto. Outro ponto que gerou grande polêmica foi o freio de estacionamento acionado no pé, que a Toyota felizmente também revisou.
Apesar dos detalhes, o modelo se destaca pela tradicional confiabilidade mecânica da marca e pela eficiência da sua versão híbrida, com excelente consumo de combustível. A potência varia de 122 cv (na versão híbrida HEV) a 175 cv (nas versões a combustão). Em setembro, foram vendidas 7.282 unidades, com um acumulado de 51.973 vendas no ano. Os preços variam de R$ 188.990 a R$ 219.890. Desde a versão de entrada (XR), o carro conta com central multimídia, faróis de LED e sete airbags.
Chevrolet Onix
O Onix, que já foi o carro mais vendido do Brasil por seis anos, também tem seu lugar nesta lista. A controvérsia em torno do modelo se concentra nas versões equipadas com motor turbo e a correia dentada banhada a óleo. Diversos relatos de problemas circulam nas redes sociais, o que levou a Chevrolet a fazer uma correção. Na linha 2026, tanto para o hatch quanto para o sedã, a correia foi atualizada com um novo material, mais resistente.
Com essa melhoria, a fabricante busca elevar ainda mais as vendas e competir de forma mais agressiva com rivais como VW Polo e Fiat Cronos. O hatch registrou 7.039 vendas em setembro, acumulando 54.931 vendas no ano, com preços que variam entre R$ 99.990 e R$ 130.190. Já o sedã atingiu 5.169 vendas no nono mês de 2025 e 34.468 carros vendidos até o momento, com faixa de preço de R$ 106.790 a R$ 136.490. A linha 2026 se destaca pelo visual atualizado e o painel de instrumentos integrado com a central multimídia.
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