
A DBS Indústria do Amazonas prepara a inauguração de sua segunda unidade fabril no Polo Industrial de Manaus (PIM), agendada para 1º de outubro. O movimento acompanha o aumento expressivo nos contratos da empresa, especializada na fabricação de veículos de duas rodas para diversas marcas.
Entre os novos acordos estabelecidos, destaca-se a parceria firmada com a Avelloz. A negociação prevê a fabricação de pelo menos 40 mil motocicletas ao longo de três anos.
A montagem dessas unidades deve começar no início de 2027, tendo a AZ 170 Bravo como modelo inicial na linha de produção.
Consultoria e suporte fabril
O contrato entre as empresas também engloba serviços de consultoria industrial prestados pela DBS. A meta é auxiliar na estruturação da planta própria da marca pernambucana na capital amazonense.
A expectativa para essa fábrica exclusiva da Avelloz é de que as operações comecem ainda em 2026.
Estrutura diversificada e multimarcas
O novo espaço fabril vai atender a demandas de diferentes segmentos do mercado de mobilidade. A empresa atua na montagem de modelos elétricos e a combustão, além de bicicletas elétricas e ciclomotores.
Essa expansão consolidada no PIM traz em seu portfólio marcas conhecidas do público. Além da Avelloz, a lista inclui a italiana Moto Morini e os modelos elétricos fornecidos para a Vammo.
Presença no mercado de maior valor
A produção dos modelos da Moto Morini teve início em 2025. O processo utiliza peças importadas trazidas pelo sistema CKD para montagem direta na capital amazonense.
A projeção inicial previa entre 700 e 1.000 unidades em seu ano de estreia. A meta estabelecida para 2027 busca alcançar cerca de 6 mil motos fabricadas.
Essa operação marca a consolidação da empresa na manufatura de motocicletas de maior valor agregado.
Atuação no segmento elétrico
O setor de mobilidade elétrica representa uma parcela expressiva das atividades operacionais da empresa.
Em Manaus, são montados os modelos da chinesa VMoto direcionados à Vammo, startup brasileira do setor. O scooter elétrico CPX, por exemplo, passou por adaptações específicas para rodar nas cidades brasileiras.
Desempenho nas vendas nacionais
Números divulgados pela Fenabrave apontam que a VMoto registrou 6.531 emplacamentos no acumulado de 2026 até o mês de agosto.
No mesmo intervalo de tempo, o segmento de modelos híbridos e eletrificados alcançou 21.096 emplacamentos no país. Com esse resultado, a marca atingiu aproximadamente 31% de participação nesse nicho.
Cabe ressaltar que os índices da Fenabrave medem o volume de emplacamentos comerciais, e não o total saído das linhas de montagem.
Mobilidade leve e novos veículos
A linha de montagem também contempla veículos leves para deslocamentos urbanos.
Em 2026, começou a fabricação da linha Ella, que consiste em bicicletas elétricas criadas pela marca de baterias Moura. Projetos voltados para a Rava, do Grupo JPP, também estão em andamento.
O portfólio fabril fica completo com o desenvolvimento e a montagem de patinetes elétricos e ciclomotores.
Prospecção de novas parcerias
Com a abertura da segunda estrutura em Manaus, a empresa busca atrair novos contratos de produção nacional.
Conversas e negociações continuam ativas com outras empresas interessadas em ingressar no mercado brasileiro. Os nomes seguem mantidos em sigilo por força de acordos de confidencialidade.
“Estamos construindo uma plataforma industrial multimarcas capaz de receber diferentes projetos de mobilidade e oferecer muito mais do que capacidade produtiva. A proposta da DBS é reunir manufatura, engenharia, conhecimento regulatório e experiência de implantação industrial para reduzir o tempo e a complexidade de entrada de novas marcas no Brasil”, afirma Ricardo Ducco, diretor de Marketing da DBS.
jili999login
setembro 5, 2026 at 3:29 am
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