
A nova Volkswagen Amarok fez a sua primeira aparição pública durante a Festa do Peão de Boiadeiro, em Barretos (SP). O modelo, ainda coberto por camuflagem, antecipa a nova geração da picape confirmada para estrear no mercado em 2027. O projeto nasce a partir de uma parceria global entre a montadora alemã e a chinesa SAIC.
Projeto Patagonia e a promessa de alta potência
Conhecido internamente pelo codinome Patagonia, o projeto promete entregar a versão mais forte já feita para o continente sul-americano.
A intenção é ultrapassar os 258 cv da atual motorização V6 3.0 turbodiesel. Para alcançar esse nível de rendimento, a fabricante apostará na combinação entre tecnologia avançada e eletrificação.
Estrutura compartilhada e opções de motorização
A nova geração utiliza a base da picape chinesa Maxus Terron 9. Com isso, espera-se a adoção inicial do motor 2.5 turbodiesel de 223 cv e 52,8 kgfm de torque, atrelado ao câmbio automático de oito marchas.
O cronograma da marca também prevê novidades para os meses seguintes ao lançamento. Estão programadas variantes com conjunto híbrido do tipo plug-in a gasolina.
Design com assinatura brasileira e porte imponente
Apesar da base mecânica asiática, o estilo externo foi desenvolvido pela equipe de design do Brasil, liderada por José Carlos Pavone.
Na dianteira, destacam-se os faróis com barras de LED mais curtas e uma assinatura luminosa que atravessa a grade no nível do logotipo, cortando o para-choque de ponta a ponta.
Dimensões e detalhes da carroceria
As linhas projetadas para a frente reforçam o visual robusto do modelo. A ideia é fazer a picape crescer em tamanho para brigar de frente com concorrentes diretas, a exemplo de Toyota Hilux e Ford Ranger.
Para efeito de comparação, a picape original da SAIC ostenta 5,50 metros de comprimento, 3,30 metros de entre-eixos, 2,00 metros de largura e 1,86 metro de altura.
Diferenças marcantes para a versão chinesa
Em comparação com a irmã de plataforma, o utilitário da Volkswagen exibe mais vincos no capô, desenhado em três níveis na chapa.
A grade frontal ocupa menor espaço visual e prioriza elementos horizontais. Por outro lado, os retrovisores mantêm um estilo bastante próximo ao da Maxus Terron 9.
Ajustes regionais e testes de rodagem
As equipes de engenharia da marca no Brasil e na Argentina trabalham diretamente na calibração de suspensão, freios e motores. O modelo será fabricado na planta argentina.
O processo de validação inclui testes severos em condições reais de uso por diferentes terrenos da América do Sul. O ritmo intenso de avaliações segue o padrão adotado em outros projetos da empresa na região, como a picape intermediária Tukan.